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Claudemir: “Tudo o que for possível ser feito, farei. E o que for impossível, pedirei a Deus para tornar possível. Ou seja, o empenho será grande de minha parte. Vou trabalhar bastante”

Claudemir: “Tudo o que for possível ser feito, farei. E o que for impossível, pedirei a Deus para tornar possível. Ou seja, o empenho será grande de minha parte. Vou trabalhar bastante”

Publicado em 19 | 01 | 2012 às 14:59

Com 43,53% dos votos, acadêmico da Fafijan é eleito diretor do Colégio Estadual Tomé de Souza, em Novo Itacolomi

Claudemir Francisco Rodrigues, mais conhecido como professor Miro, assumiu o cargo no dia 2 de janeiro

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Arquivo Pessoal/Claudemir Francisco Rodrigues

“O sonho de uma pessoa passa pelo estudo.” É com essa convicção, que, aos 29 anos, Claudemir Francisco Rodrigues, ou melhor, professor Miro, assumiu na segunda-feira, 2 de janeiro, o cargo de diretor do Colégio Estadual Tomé de Souza, em Novo Itacolomi. O processo de consulta – como é chamada, no caso, a eleição – ocorreu no dia 23 de novembro do ano passado. Também disputaram a vaga, Ieda Cristina de Oliveira e Edival Ângelo Samenzari.
“Para se candidatar à direção de um colégio estadual é preciso ser do quadro de funcionários do governo do estado; ter concluído um curso de licenciatura; e ter trabalhado por pelo menos 90 dias no estabelecimento onde se deseja ocupar a função”, explica Miro, que se formou em Matemática no ano de 2008 e leciona no Colégio Estadual Tomé de Souza desde 2009.
Mesmo com emprego garantido, ele não se acomodou. Em 2010, fez pós-graduação em Libras e ingressou no curso de Letras/Inglês na Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul). “Fiz Matemática por vocação e porque admirava os meus professores Sidnei Ribas e Marcelo Couto. Já o curso de Letras foi mesmo por necessidade. Vejo que, para tudo o que vamos fazer hoje, é preciso mexer com textos: ler, escrever, analisar, resumir; como na elaboração de projetos e artigos, que eu pretendo produzir vários ainda. Sem contar com o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], que é pura interpretação”, destaca o docente, que valoriza, e muito, a prova aplicada pelo governo federal. “Graças ao Enem e ao Prouni [Programa Universidade para Todos], concluí uma faculdade com o benefício de meia bolsa”, diz ele. Todos os anos, Miro submete-se ao Exame, mesmo não tendo a intenção de aproveitar a nota. “Quero estar atualizado quanto à metodologia aplicada, para preparar bem os meus alunos. O meu maior desejo é que eles deem sequência aos estudos”, ressalta.
Fazê-los compreender a importância do conhecimento é apenas um dos objetivos traçados pelo novo diretor. Miro quer também reduzir a evasão escolar no Tomé de Souza; fazer crescer nos alunos o gosto pela instituição – e, consequentemente os cuidados com a mesma; melhorar o acervo bibliográfico e a quadra de esportes; desenvolver atividades que promovam maior participação e interação com a sociedade. “Em época de campanha, salientei que tudo o que for possível ser feito, farei. E o que for impossível, pedirei a Deus para tornar possível. Ou seja, o empenho será grande de minha parte. Vou trabalhar bastante”, garante ele.
Quem vê os olhos desse profissional brilharem diante dos desafios educacionais que vêm pela frente, não imagina que ele só veio a concluir o ensino médio aos 24 anos. “Fui criado sem pai, de forma bastante humilde. Minha mãe sempre dizia que a única herança que podia me deixar era o estudo. Mas eu não acreditava nisso. Ela me matriculava, e eu saía da escola, até que aos 15 anos abandonei de vez”, diz Miro. O menino, que começou a trabalhar muito cedo, aos 11 anos de idade, achava que a forma mais rápida de ganhar a vida era por meio das horas extras que fazia. Casou aos 17 anos e, na busca por algo melhor, sentiu que a barreira entre ‘tentar e conseguir’ estava no estudo que havia deixado para trás. Contudo, não desanimou e, em 2004 – ano em que a mãe dele faleceu – concluiu o ensino médio. “De repente, tudo o que ela me dizia sobre a aquisição do conhecimento, começou a fazer sentido. Hoje, dentro de sala de aula, eu tento ser exemplo para os meus alunos. Digo que se eles almejam uma situação de vida melhor, uma casa, um carro, vão ter de passar pelos bancos escolares. Porque com o estudo as oportunidades se abrem.” Miro lembra que ao constatar que havia sido eleito com 43,53% dos votos, no processo de consulta, um filme passou pela cabeça dele: “De quando eu era apenas o Miro estudante, depois quando eu me tornei o Miro professor e agora, diretor”, conclui.
O Colégio Estadual Tomé de Souza tem hoje 291 alunos matriculados; atende do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio. O mandato para diretor tem a duração de três anos.