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Bruna, em relação à Fafijan: “Minha formação inicial, meus sonhos foram trilhados dentro dessa faculdade que, para mim, é muito especial”

Bruna, em relação à Fafijan: “Minha formação inicial, meus sonhos foram trilhados dentro dessa faculdade que, para mim, é muito especial”

Publicado em 13 | 07 | 2012 às 19:51

Formada em Pedagogia pela Fafijan, Bruna Bellinato Scrivanti Santana comenta sobre as oportunidades que surgiram na vida dela a partir dos estudos, entre as quais, ser consultora da Unesco

Bruna representou o Brasil no Haiti – país que foi abalado por forte terremoto em 2010 –, onde realizou trabalho com pessoas com deficiência, tratando de questões como educação e acessibilidade

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Arquivo Pessoal/ Bruna Bellinato Scrivanti Santana

Bruna Bellinato Scrivanti Santana, 34 anos, formada em Pedagogia pela Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul), no ano de 2000, tem traçado uma vida dedicada às pesquisas voltadas, principalmente, à educação e à inclusão educacional. O sucesso, até agora conquistado, é, segundo ela, fruto de muita coragem e persistência. “Nada vem de graça, tudo tem de ser enfrentado e concluído. Desistir? Nunca passou pela minha cabeça. Rezo sempre a Deus e corro muito atrás dos meus ideais. Ainda tenho bastante a aprender e posso garantir que tenho feito isso a cada dia, no contato com os meus professores, com os meus alunos e com as pessoas em geral”, ressalta a egressa.
Durante a graduação, recém-casada e com bebê para cuidar, Bruna teve de ser forte. “Deixar criança em casa já é triste para uma mãe. E quando a criança fica doente, então?”, recorda-se ela de um – dos vários momentos difíceis – pelo qual passou. Na época, trabalhando como concursada pela Prefeitura Municipal de Ortigueira, cidade onde morava (a 133 km de Jandaia do Sul), os dias eram extremamente corridos.
“Ao final do expediente ia direto pegar condução. O ônibus saía às quatro horas da tarde e chegava às sete na faculdade. Eu entrava na sala de aula lotada, com 107 alunos, estudava, e às dez e meia da noite entrava no ônibus novamente. Chegávamos a Ortigueira perto das duas da madrugada; isso, quando o ônibus não quebrava, e às sete da manhã eu tinha de estar em pé outra vez para mais uma jornada. Foram todos os anos de graduação assim.”
Bruna conta que a escolha pelo curso de Pedagogia, na Fafijan, foi porque o objetivo dela era obter habilitação voltada para o ensino médio e para a orientação educacional – formação que a Instituição oferecia naquele tempo. 
Após a graduação, Bruna foi morar em Londrina, cidade natal, onde fez as especializações em Psicopedagogia e Educação Especial em uma instituição de ensino superior privada; e em Informática na Educação pela UEL (Universidade Estadual de Londrina). Depois foi para os mestrados, em Ciências Sociais, também pela UEL – como aluna especial –, e em Educação, Arte e História da Cultura em São Paulo, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Após terminar o mestrado em São Paulo, fui a Campinas como aluna especial na Unicamp [Universidade Estadual de Campinas], na área da Educação Especial, com a conceituada pedagoga Maria Teresa Mantoan. Mesmo com tantas dificuldades, eu não deixei um ano da minha vida parado”, afirma a ex-acadêmica, que, paralelamente aos estudos, foi professora de educação infantil, ensino fundamental, coordenadora de escola, fundou a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tamarana, esteve à frente de centros de atendimento para pessoas com síndrome de Down em Londrina, onde ajudou a realizar o processo de inclusão nas escolas regulares municipais, estaduais e particulares, ajudou a implantar o sistema EAD (Educação a Distância) em faculdades renomadas.
Atualmente, Bruna mora em Maringá. “Recebi o convite há dois anos para assumir a direção pedagógica do Colégio Marista. A experiência foi extremamente válida, pois lá coloquei em prática um projeto de inclusão escolar, que considero de sucesso, e que tenho apresentado em congressos, como conferencista, no Brasil e na Europa. Em seguida, fui convidada para ser consultora da Unesco [Agência das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura]. Tive de deixar o colégio para ir atrás de um sonho”, descreve a pedagoga.
Bruna explica que, desde 2000, quando se formou, o sonho dela passou a ser estar entre as pessoas menos favorecidas. “Acredito que essa é a minha missão e, custe o que custar, eu estarei sempre junto delas, ajudando-as.” Bruna representou o Brasil no Haiti – país que foi abalado por forte terremoto em 2010 –, onde realizou trabalho com pessoas com deficiência e as relações dos direitos humanos, tratando de questões como educação e acessibilidade. Ela prossegue desenvolvendo trabalhos de consultoria para o órgão em regiões brasileiras.
Além disso, Bruna hoje também está inscrita em dois programas de doutorado. Um, na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e outro na Universidad Maimónides, de Buenos Aires. “Neste, fui aceita agora, em 2012, por intermédio do professor Fabian Roman, um grande pesquisador, médico psiquiatra da Argentina.” Nos dois casos, as investigações se complementam: “Minhas pesquisas estão voltadas para as relações do processo de inclusão no ensino regular da educação infantil até o ensino universitário. Trabalho com currículo adaptado de grande porte, por meio do qual consigo proporcionar a inclusão a todos, sem distinção”. Bruna trabalha ainda com educação a distância, como tutora para a UEM (Universidade Estadual de Maringá) e ministrando aulas como docente da UEL.
“Meus dias são muito corridos, mas nós, mulheres, conseguimos dar conta. Porém, é bom destacar que o meu marido é o meu braço direito. Sem ele muita coisa não teria acontecido”, afirma a pedagoga, que deixa um conselho: “As oportunidades não caem do céu. Nunca deixem de correr atrás do que têm como meta, não esperem. Busquem, perseverem, lutem”.
Quanto à Fafijan, de acordo com ela, ficaram apenas boas recordações. “Minha formação inicial, meus sonhos foram trilhados dentro dessa faculdade que, para mim, é muito especial.”