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Além do Parque Estadual do Guartelá, também estiveram no roteiro o Salto Puxa Nervos e o Rio Tibagi

Além do Parque Estadual do Guartelá, também estiveram no roteiro o Salto Puxa Nervos e o Rio Tibagi

Publicado em 22 | 11 | 2012 às 5:13

Acadêmicos de Geografia e Ciências Biológicas da Fafijan realizam trabalho de campo em Tibagi (PR)

Objetivo principal da viagem foi conhecer o Parque Estadual do Guartelá, que abriga o Cânion do Rio Iapó, considerado o sexto maior do mundo em extensão

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Arquivo Pessoal/Mitchel Druz Hiera

A máxima de que não é preciso ir muito longe para ter contato com belezas naturais incríveis é confirmada quando se explora a região de Tibagi (PR) – distante a 215 quilômetros de Jandaia do Sul. Meio a 3.000 quilômetros quadrados de mata nativa, quem visita a região precisa estar disposto a andar bastante para descobrir aos poucos a riqueza do local. E as recompensas são muitas. De encher os olhos e a alma daquela sensação gostosa que só a natureza é capaz de proporcionar: são rios, cachoeiras, cânions e um rico ecossistema. Aos estudantes, trata-se também de um campo fértil para conhecimentos e observações.

Unindo o útil ao agradável – no caso, estudo e contemplação – acadêmicos e docentes dos cursos de Geografia e Ciências Biológicas da Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul) realizaram trabalho de campo em Tibagi, onde visitaram o Parque Estadual do Guartelá, o Salto Puxa Nervos e o Rio Tibagi. Segundo o professor do Colegiado de Geografia, Mitchel Druz Hiera, foram dois dias de observações geológicas, “do famoso Cânion do Rio Iapó e outras formações importantes, como os panelões escavados pela água no leito do rio, quedas d’água e sítios fossilíferos”, explicou o professor. “Lá, os alunos ficaram felizes ao encontrar seus primeiros fósseis, mesmo que pequenas conchas de 400 milhões de anos”, comentou ele.

Para Mitchel, o trabalho de campo é um acréscimo importante no aprendizado do aluno. “É diferente da sala de aula por se tratar de vivência, de contato, de detalhes. Mesmo o professor contando com recursos audiovisuais, nem sempre uma fotografia ou um filme consegue traduzir a grandiosidade de uma paisagem, por exemplo, como o cânion”, destacou ele.

Mitchel conta que a cada início de ano letivo, o Colegiado de Geografia planeja uma série de aulas de campo, algumas no entorno de Jandaia do Sul e outras mais distantes, mas sempre focando nos conteúdos das disciplinas do curso, sejam referentes à Geologia ou à Geografia Urbana.  “Por experiência própria, trabalhando na educação básica, vejo o quanto é bacana também levar para a sala de aula dos ensinos fundamental e médio fotos das viagens que participei e até mesmo amostras de rochas, minerais, solos e fósseis coletados, materiais que nem sempre as escolas estaduais possuem, o que acaba enriquecendo o conteúdo dado e despertando o interesse dos alunos”, ressaltou o professor.

Para os interessados em conhecer Tibagi e suas riquezas naturais, históricas e culturais, Mitchel diz que a cidade possui algumas pousadas: “das mais simples às mais confortáveis para receber os turistas. No nosso caso, não tivemos dificuldades em conseguir uma pousada de boa qualidade a preço acessível. A cidade também possui vários restaurantes. Recomendo, a quem for visitar a cidade, que entre em contato com a Secretaria de Turismo ou alguma agência de turismo local”, aconselhou ele. Mais informações no site da Prefeitura Municipal de Tibagi: http://tibagi.pr.gov.br/turismo/?PHPSESSID=a138bd25284026670e3e587e6d612b21