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Para Jaqueline, o professor pesquisador serve de exemplo e de estímulo para que os estudantes do ensino superior prossigam com a jornada acadêmica e não parem na graduação

Para Jaqueline, o professor pesquisador serve de exemplo e de estímulo para que os estudantes do ensino superior prossigam com a jornada acadêmica e não parem na graduação

Publicado em 19 | 10 | 2012 às 1:03

Professora do curso de Geografia da Fafijan, Jaqueline Telma Vercezi, conclui doutorado na UEM e afirma que pretende dar sequência aos estudos

Na semana do Dia dos Professores, Jaqueline diz que contribuir com o desenvolvimento daqueles que buscam prosperar em conhecimento, enquanto profissionais e também como pessoas, é o que a estimula a seguir na profissão

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Arquivo Pessoal/Jaqueline Vercezi

Antes mesmo de terminar a graduação em Geografia na UEM (Universidade Estadual de Maringá), Jaqueline Telma Vercezi já começou a lecionar. “Faltando um semestre para me formar, passei a dar aulas em um colégio conceituado de Maringá.” Se era o sonho da vida dela? “Frente a um amadurecimento, fui acentuando a identidade com o que realmente me proporcionava maior satisfação pessoal. E a Geografia assinalava para muitas coisas com as quais me identifico. Sempre gostei da natureza, por exemplo, e a Geografia me permitiu maior compreensão e vivência com a mesma”, destaca ela. Jaqueline complementa dizendo que o que a estimula a ser professora é poder contribuir com o desenvolvimento daqueles que buscam prosperar em conhecimento:“enquanto profissionais e também como pessoas”.

Um ano após dedicar-se à licenciatura, dando aulas em diferentes colégios – todos tradicionais na Cidade Canção –, a docente ingressou no mestrado em Geografia na Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), que concluiu com sucesso em 2001, com a defesa da dissertação: Gênese e Evolução da Região Metropolitana de Maringá. A titulação garantiu o ingresso em duas instituições de ensino superior, como docente, sendo a Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul) uma delas.

O doutorado teve início alguns anos depois, em 2008. “Coordenei uma especialização na Fafijan e convidei um ex-professor de graduação, Cesar Miranda Mendes, para ministrar um módulo. Na época, ele me comunicou que havia sido aprovado o curso de doutorado na UEM, então perguntei se ele me orientaria, caso eu entrasse no processo de seleção. A resposta afirmativa me motivou e deu início a mais esse projeto”, conta Jaqueline.

O processo de seleção – nada fácil – incluiu apresentações de pré-projeto e do currículo lattes, testes de conhecimento específico e de proficiência em língua estrangeira, além de entrevista. Aprovada, foi um ano de estudos, no cumprimento dos créditos, e os três restantes de pesquisas para a produção da tese, de artigos e de participações em eventos nacionais e internacionais de Geografia.

“Defendi a minha tese [O meio técnico-científico-informacional e o espaço relativizado da Região Metropolitana de Maringá] no dia 31 de agosto. A sensação foi de alívio diante do dever cumprido, até porque recebi bolsa da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e devia êxito frente ao meu orientador e ao Programa de Pós-Graduação, o que aumentou ainda mais a responsabilidade”, recorda-se a professora. Ela não perde tempo e já faz planos para o futuro. “Pretendo seguir em frente com os estudos, cursando pós-doutorado e até uma livre docência.”

Para Jaqueline, o professor pesquisador serve de exemplo e de estímulo para que os estudantes do ensino superior prossigam com a jornada acadêmica e não parem na graduação, “buscando aprofundar conhecimentos e se aprimorar profissionalmente”.

Para os que desejam seguir por esse caminho, o conselho que ela deixa é: “estejam comprometidos com os estudos firmemente desde a graduação; participem de cursos de extensão na área; desenvolvam projetos de iniciação científica e os apresentem em eventos. Tenham bastante determinação para alcançar os objetivos”.