Notícias

Trabalho uniu teoria, prática e solidariedade e possibilitou aos estudantes da Fafijan se relacionarem com empresários, entidades e comunidades da região

Trabalho uniu teoria, prática e solidariedade e possibilitou aos estudantes da Fafijan se relacionarem com empresários, entidades e comunidades da região

Publicado em 03 | 12 | 2010 às 14:58

Acadêmicos do segundo período de Gestão da Qualidade planejam e executam projetos em prol de entidades da região

Atividade fez parte da disciplina de Gestão de Projetos, ministrada pelo professor Ariovaldo Mambrini

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

Três equipes: Fênix, M.R. Quality e RCQ. Assim foi dividida a turma do segundo período de Gestão da Qualidade da Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul), que foram desafiadas pelo professor Ariovaldo Mambrini a trabalhar de forma conjunta – teoria e prática – a disciplina de Gestão de Projetos. “O que significa dizer colocar a mão na massa e criar projetos sociais ou ambientais, que tivessem em comum, a efetivação de atividades que beneficiassem ou desenvolvessem entidades da região”, explicou o professor.
Para isso, foi preciso definir um líder em cada grupo; escolher um nome; decidir qual seria a entidade ajudada; traçar metas; criar caminhos para se chegar a esses objetivos; buscar parcerias; distribuir tarefas. “A proposta foi que os estudantes trabalhassem com instituições parceiras e beneficiárias. No caso das primeiras, haveria uma união de forças para auxiliar as segundas”, disse Mambrini. “O mais bacana é ver como o nome Fafijan abre portas. Em todos os lugares onde buscamos apoio, quando dizíamos ser alunos da Instituição, éramos bem recebidos”, ressaltou a equipe Fênix, que escolheu como beneficiário o HCL (Hospital do Câncer de Londrina), devido ao serviço de excelência prestado na área da saúde, e por atender, atualmente, mais de 170 municípios.
“No dia nove de outubro, fizemos uma atividade recreativa com as crianças do HCL, em que nos vestimos de palhaço. Foi um momento bastante especial”, recordou-se a equipe. Para angariar fundos à entidade, os integrantes realizaram a “I Pizzada em prol do Hospital do Câncer de Londrina”, na noite de quarta-feira, 10 de novembro. Foram vendidos 500 cartões de pizza. “Gostaríamos de agradecer às pessoas que deram asas à solidariedade [slogan do grupo] e puderam contribuir com o projeto. E à Cooperval, Itamaraty e Eletro Suíça, que foram fundamentais para a concretização de uma idéia.” De casa em casa, comércio em comércio, o grupo conseguiu arrecadar também mais de 300 quilos de alimentos. Para os integrantes da equipe Fênix, a atividade proporcionou crescimento profissional e pessoal. “Chegamos a um resultado que foi além do que esperávamos a princípio, e isso graças ao bom planejamento, à organização e ao empenho de todos.”
Já a equipe M.R. Quality realizou uma tarde recreativa com as crianças do Gape (Grupo de Apoio Projeto Esperança), de Rolândia, que oferece cursos de artesanato, informática, dança, no contraturno da meninada, ou seja, período em que não estão em sala de aula. A escolha da entidade foi pelo fato de haver na equipe quatro pessoas do município, que já tinham vontade de ajudar o projeto. “Fizemos diversas atividades com as crianças, como brincadeiras e teatro, que teve como foco a prevenção às drogas”, contou a equipe. Ao final, houve a distribuição de vários brindes e a doação de materiais didáticos para a instituição. “Nós nunca havíamos executado um trabalho voluntário. A experiência veio nos mostrar o quanto é gratificante ver um sorriso no rosto de uma criança.”
O pessoal da equipe RCQ (Responsabilidade, Consciência e Qualidade) fez um trabalho de educação ambiental e de alimentação saudável com os alunos da Escola Municipal Francisco Romagnole Junior, de Mandaguari. “Fizemos uma horta no local, com a ajuda do engenheiro agrônomo Paulo Sérgio Cagni. Plantamos cenoura, beterraba, alface, couve, cebolinha, salsinha”, citou o grupo. “A partir de agora, muito do que for consumido pela escola será tirado dali mesmo.” A atividade, de acordo com a equipe, desenvolve nas crianças o senso de responsabilidade, pois são elas que terão de cuidar da hortinha. “Com o trabalho em equipe, ficarão mais unidas, aprenderão a distribuir funções e passarão a ter uma noção maior de realidade, ao ver de onde vem a comida que vai à mesa. Sem contar que, ao plantar seus próprios alimentos, se sentirão mais motivadas a comê-los também”, elencou o grupo alguns dos pontos positivos.

Encerramento da atividade
Na noite de terça-feira, 23 de novembro, com a presença das três equipes, alguns parceiros e beneficiários, foi realizada a cerimônia de encerramento da atividade na Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul). “Eu busco, por meio desse trabalho, não ficar preso aos conteúdos acadêmicos. Acho relevante inserir nos meus alunos a consciência de cidadania, de amor ao próximo e de respeito ao meio ambiente. Espero que, dessa forma, esteja contribuindo para intensificar a formação profissional deles. Que atuem para um mundo melhor“, desejou o professor Ariovaldo Mambrini. O representante da Syngenta (que apoiou dois grupos), Samijorge Maziero, afirmou que só é um profissional diferenciado aquele que busca fazer ações diferenciadas. “É a pessoa que, após as 18 horas, quando se encerra o expediente, pergunta a si mesma: o que eu posso fazer a mais?”, exemplificou.
Maria Leide, coordenadora do grupo de voluntários do HCL, do município de Jandaia do Sul, destacou a necessidade diária que o hospital tem de ajudas como essa. “O trabalho por lá não pára e, por ser filantrópico, vive do auxílio da comunidade. Graças a Deus, são vários os municípios que contribuem com a gente, tornando a situação um pouco menos complicada. Inclusive, essa não é a primeira vez que estudantes da Fafijan colaboram com o HCL. Só tenho mesmo é que agradecer.” Na ocasião, a equipe Fênix entregou à Maria Leide um cheque com o valor arrecadado na I Pizzada.
Elisangela Brum da Silva, assistente social do Gape, comentou o fato de o trabalho desenvolvido pelos alunos da Qualidade ter tornado mais conhecido o projeto do qual faz parte. “Eles divulgaram nossa ONG na TV, em sites, no rádio. Isso fez com que algumas pessoas nos procurassem para matricular seus filhos ou para nos ajudar. Foi assim que garantimos a nossa festinha de Natal deste ano”, comemorou, feliz, Elisângela.