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Certificação dos trabalhadores-estudantes foi realizada na quinta-feira, 31 de março

Certificação dos trabalhadores-estudantes foi realizada na quinta-feira, 31 de março

Publicado em 07 | 04 | 2011 às 13:58

Fafijan qualifica mais de 200 colaboradores da Cooperval

Aulas de diferentes temáticas foram ministradas na Instituição no período de entressafra da cana-de-açúcar: janeiro, fevereiro e março

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

O famoso “facão”, termo utilizado para designar a demissão em massa que ocorre todos os anos no período de entressafra da cana-de-açúcar, foi substituído pela Cooperval (Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí), em 2011, pela Bolsa Qualificação – modalidade do seguro-desemprego, prevista em lei, em que a empresa mantém o vínculo com os colaboradores, mas o contrato de trabalho é suspenso, em momentos de retração da atividade econômica. “Nesse espaço de tempo, que é de no mínimo dois e no máximo cinco meses, o funcionário não presta serviços ao empregador. Em contraponto, para receber o valor do seguro-desemprego, como forma de auxílio, precisa participar dos cursos ou programas de qualificação que, por obrigação, a empresa tem de oferecer”, explica a gerente de Recursos Humanos da Cooperval, Tatiana Pazzanese.
Para auxiliar nessa qualificação, no final do ano passado, Tatiana entrou em contato com a Fafjian (Faculdade de Jandaia do Sul). Sob a responsabilidade da professora Josefa Fátima de Sena Freitas, um projeto pedagógico foi especialmente elaborado: “Aprimoramento da atuação profissional em organizações empresariais”. Segundo a docente, o grande desafio em escolher as temáticas que seriam abordadas no curso foi o fato de o público-alvo ser numeroso e diversificado. “Eram 206 trabalhadores, entre os quais, motoristas, auxiliares de laboratório, tratoristas, pessoal dos serviços gerais, carreteiros. Havia no mesmo grupo, pessoas que mal foram alfabetizadas e pessoas com o ensino superior. Buscamos, nesse sentido, oportunizar conhecimentos que fossem realmente válidos a todos no desempenho de suas funções”, conta Josefa.
As aulas tiveram início no dia 4 de janeiro e terminaram no final de março. Ministradas de segunda a quinta-feira, das 14 às 18 horas, no campus da Fafijan, movimentaram a Instituição em um período bastante ocioso, devido aos cursos de graduação e pós da faculdade serem ofertados à noite. “Alegria que vai nos deixar saudade”, ressalta a coordenadora. Os colaboradores foram divididos em cinco turmas e receberam informações de professores devidamente capacitados sobre interpretação textual, matemática básica, geografia, cooperativismo, agronegócio, empreendedorismo, primeiros socorros, defesa pessoal, ginástica laboral, aposentadoria, entre outras.
Para aqueles acostumados com as rotinas de trabalho no campo, ao ar livre, ter de se adaptar às quatro paredes das salas de aula, com um professor à frente, não foi muito fácil. Josiane Totoli recorda-se que, no começo, várias pessoas foram contra a idéia da Bolsa Qualificação e tiveram vontade de desistir. “Mas, quando perceberam que era algo sério e importante para o nosso dia-a-dia e sentiram o quanto é bom aprender coisas novas, não quiseram perder uma aula sequer. Acredito que a partir desse curso, seremos pessoas mais críticas e passaremos a trabalhar bem melhor em equipe”, diz ela.

Certificação
Em clima de conquista, na tarde de quinta-feira, 31 de março, foi realizada na Associval (Associação dos Funcionários da Cooperval), a cerimônia de certificação dos trabalhadores-estudantes. Estiveram presentes, além de familiares e amigos, a diretora da Fafijan, professora Maria Gertrudes Gonçalves de Sousa Guimarães, e o diretor presidente da Cooperval, Hélcio Rabassi. “Foi a primeira vez que estabelecemos essa parceria com a Faculdade de Jandaia do Sul e, ao final desse trabalho, chegamos à conclusão de que o resultado foi bastante positivo. Muitos de nossos colaboradores nunca haviam estado em uma faculdade antes e esse ambiente universitário veio contribuir para dar mais credibilidade ao programa”, analisa Tatiana. “Ganham eles, com o conhecimento adquirido; e ganhamos nós, com a redução da rotatividade e permanência de profissionais, agora, ainda mais qualificados”, finaliza a gerente de RH.
Para Josefa, parcerias com a comunidade externa são sempre produtivas. “Há troca de experiências, de cultura, que beneficia todas as partes”, afirma a professora. Ela destaca que, ao final do projeto, quando alguns alunos chegaram até ela comentando sobre a vontade de dar seqüência aos estudos, teve a certeza de que um dos principais objetivos do trabalho foi alcançado: “despertá-los para o conhecimento; desafiá-los a ir além”.