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Canale: “A minha atitude, desde o princípio, foi pensando em beneficiar a Instituição e o meio ambiente”

Canale: “A minha atitude, desde o princípio, foi pensando em beneficiar a Instituição e o meio ambiente”

Publicado em 15 | 04 | 2011 às 13:55

Fafijan doa mais de 400 quilos de lixo eletrônico para a ONG E-Lixo, de Londrina

Idéia foi apresentada à direção pelo contabilista da casa, Adriano Canale

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

Quando um computador ou qualquer outro aparelho eletroeletrônico estraga, há duas saídas: recorrer ao conserto ou comprar um equipamento novo. Devido ao custo do reparo, que às vezes não compensa, e também à tecnologia, que avança a passos cada vez mais velozes, muitas pessoas decidem pela segunda opção. Neste caso, a pergunta que fica é: onde jogar fora aquele aparelho velho, que “não presta mais”? Cidadãos conscientes de que não é ambientalmente correto dar um destino qualquer a esse material, acabam abandonando-o em algum canto da casa, da empresa, ocupando espaços que poderiam ser mais organizados ou mesmo utilizados para outros fins. Na Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul), antigamente era assim. Havia um “cemitério” de peças de informática, na salinha de descarte, que servia apenas para juntar poeira. E a explicação para deixar tudo como está, nem sempre é uma desculpa sem fundamento: são poucos os fabricantes que recolhem os produtos “pós-vida útil” ou empresas e instituições que prestam o serviço de destinação correta.
Argumento que não pode ser mais utilizado pelos moradores de Londrina e de cidades da região. Por lá, desde março de 2008, existe a ONG E-Lixo, que recebe todo tipo de material eletroeletrônico em desuso – ou porque quebrou ou porque foi substituído. “Em outras palavras, tudo aquilo que possui placa de circuito integrado, ainda que o produto seja composto, em grande parte, por outros materiais”, explica o presidente da organização, Alex Gonçalves. Ele conta que, ao receber as doações, primeiramente é realizada uma triagem para verificar o que pode ser reaproveitado. Não tendo alternativa, o aparelho é desmontado e separado por categoria, como plástico, ferro, vidro, papel, que são enviados para a reciclagem. Atualmente, a ONG recebe em média 40 toneladas de “lixo” por mês. Assim, entre aspas, porque o que é lixo para alguns, pode não ser para outros. “Daquilo que é possível remontar e utilizar novamente, um tanto é doado a entidades carentes e outro tanto é colocado à venda, a preços acessíveis e com garantia, em feiras que organizamos. Ajuda-nos a cobrir algumas despesas, ao mesmo tempo em que oportuniza pessoas de baixa renda a terem os seus próprios equipamentos”, descreve Gonçalves.
Assistindo a uma reportagem veiculada no dia 9 de março de 2010, no Bom Dia Paraná (RPC/TV) o contabilista da Fafijan, Adriano Canale, conheceu o trabalho da organização. Por ser responsável pelo inventário do imobilizado da Fundação Educacional Jandaia do Sul – mantenedora da Instituição – tinha conhecimento do amontoado de máquinas que estava fora de circulação. Analisando as duas situações, não pensou muito em sugerir para a direção da faculdade que fizesse essa doação. “A diretora, Maria Gertrudes Gonçalves de Sousa Guimarães, e o vice, Jorge Dovhepoly, receberam a idéia com muito entusiasmo e me deram autonomia para colocar o projeto em prática”, ressalta o colaborador. “Conversei, então, com o coordenador de Tecnologia da Informação, Marco Artur Peres, e com o coordenador de Manutenção e Conservação, Newilson Ferreira Coelho, que já vinham questionando o que seria feito com o lixo eletrônico. Com a autorização da direção e consentimento dos dois, a proposta foi levada ao Conselho Administrativo, que a aprovou por unanimidade”, lembra Canale.
Em setembro do ano passado, o contabilista entrou em contato com o pessoal da ONG – segundo ele, sempre receptivo e atencioso. E nos meses de fevereiro e março de 2011, foram entregues à E-Lixo, 47 monitores, oito CPUs, sete nobreaks, teclados, fontes, mouses, HDs, coolers, entre outras peças de informática.
Canale comenta que ao ver concretizado algo que ele batalhou para dar certo, sente-se realizado e com a sensação de dever cumprido. “A minha atitude, desde o princípio, foi pensando em beneficiar a Instituição como um todo. Liberando espaço físico, para a melhor utilização dos ambientes, melhorando a qualidade de trabalho dos colaboradores, agindo de forma ecologicamente correta e desempenhando a responsabilidade social; primeiro, contribuindo com uma organização não governamental e, posteriormente, se alguns dos equipamentos doados tiverem reaproveitamento, podendo fazer a entrega a uma entidade do município que esteja precisando”, conclui Canale.

Serviço
A ONG E-Lixo está localizada na Rua Ermelindo Leão, número 385, Parque Bom Retiro, Londrina – PR. O telefone para contato é o (43) 3339-0475 ou (43) 9995-1102