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Maria Florência: “Nunca é tarde para aprender”

Maria Florência: “Nunca é tarde para aprender”

Publicado em 04 | 05 | 2011 às 13:49

Em encontro com integrantes do Capmi, Maria Florência, 68 anos, afirma que a inatividade é o principal fator de envelhecimento

Para egressa da Fafijan, há uma grande diferença entre o ser velho e o ser idoso. E essa diferença está, principalmente, na forma como cada um compreende e encara a vida

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

Na noite de terça-feira, 19 de abril, o projeto Capmi (Centro de Apoio à Pessoa da Melhor Idade), de extensão social da Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul), recebeu uma convidada especial: Maria Florência dos Reis Gonçalves Vieira de Sousa. Além de mãe da atual diretora da Instituição, professora Maria Gertrudes Gonçalves de Sousa Guimarães, ela é também egressa da casa, onde se formou em Letras no ano de 1968. Hoje, aos 68 anos de idade, Maria Florência soma experiências e aprendizados de lições advindas não apenas dos livros, mas da virtude de não passar a vida em vão. O que significa observar, analisar e tirar proveito – no sentido de adquirir novos conhecimentos – das mais diferentes situações.
Ela explicou que o idoso não é o jovem decadente e desgastado, como muitos pensam. “É o jovem desenvolvido e aperfeiçoado. É um ser mais seguro de suas próprias ações, devido à bagagem que carrega.” Ela também comentou que o tempo está dividido em horas, minutos e segundos, em parcelas iguais para todos. “Porém, o seu uso e aproveitamento diferem de um para outro.” Segundo a convidada, a realização viva do homem é a intelectual – aprender, conhecer – e não a material. E que, independentemente da idade, é importante sempre praticar uma atividade, desenvolver uma arte. “A inatividade é o principal fator de envelhecimento”, citou. Para dar um exemplo, Maria Florência lembrou que adora decorar e declamar poemas. “Quando não tem ninguém em casa, fico em frente ao espelho, recitando alguns versos, sentindo-me uma estrela”, contou.
Para finalizar, Maria Florência fez uma comparação entre o ser velho e o ser idoso, ressaltando que essa é uma escolha individual, que depende da postura adotada diante da vida. “O idoso se renova a cada dia; o velho se apaga. Enquanto o idoso tem os olhos postos no horizonte, onde desponta o sol que ilumina a esperança; o velho se volta para a sombra do passado. O idoso tem planos e projetos; o velho, saudades, em horas que se arrastam destituídas de sentido. O idoso aproveita a vida; o velho só vê a morte se aproximar. No idoso as rugas são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso e pela alegria de viver; no velho, são consideradas feias porque foram vincadas pela amargura. Abençoado seja o idoso”, desejou ela.