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Durante cinco dias, participantes estiveram em contato com profissionais especializados em educação especial. Explanações e debates serviram para aquisição de informações, reflexões e até mesmo mudanças de atitude

Durante cinco dias, participantes estiveram em contato com profissionais especializados em educação especial. Explanações e debates serviram para aquisição de informações, reflexões e até mesmo mudanças de atitude

Publicado em 01 | 07 | 2011 às 21:21

Semana de Pedagogia da Fafijan ressalta a importância do professor como mediador no processo de inclusão escolar

Evento contou com palestras, apresentações artísticas e culturais, mostra de filme, trabalhos científicos e debates

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

De 13 a 17 de junho, foi realizada na Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul) a décima quarta edição da Semana de Pedagogia. Na abertura do evento, que teve como tema “Inclusão escolar do aluno com deficiência e os desafios educacionais”, estiveram presentes a diretora da Instituição, professora Maria Gertrudes Gonçalves de Sousa Guimarães, e o vice-diretor, professor doutor Jorge Dovhepoly. Gertrudes parabenizou o colegiado por ter escolhido um assunto tão importante para ser discutido e analisado. “Não podemos apenas garantir o acesso do aluno com deficiência ao ensino regular. Temos de nos empenhar para que essa permanência seja efetiva”, disse a diretora. Em discurso, a coordenadora do Colegiado de Pedagogia, professora Cleumir Aparecida Schorro, ressaltou que: “pensar em uma educação inclusiva significa, antes de tudo, respeitar a diversidade das pessoas”. Nesse sentido, ela mostrou alguns pontos que devem ser considerados. “É preciso saber como se dá o processo de desenvolvimento humano e suas relações com o processo de ensino-aprendizagem; utilizar-se de novas tecnologias e investir em capacitação, atualização, sensibilização, envolvendo toda a comunidade escolar e também a não-escolar”. 
Após a solenidade, alunos da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Califórnia, incluindo cadeirantes, executaram uma coreografia ao som da música “Humano Amor de Deus”, interpretada pelo padre Fábio de Melo e pela cantora gospel Adriana. Ainda na primeira noite do evento, a professora doutora Sonia Mari Shima Barroco, da UEM (Universidade Estadual de Maringá), ministrou a palestra “O papel do professor no processo de inclusão escolar do aluno com deficiência”. Para Sonia, o papel do professor, independentemente de o aluno ter ou não alguma deficiência, é dar seguimento ao processo civilizatório. “Pela teoria histórico-cultural, que nos orienta nessa noite, podemos dizer que o homem não nasce pronto, mas se torna humanizado na convivência com os seus pares. Já nos anos de infância, a criança se encontra com um profissional que vai ajudá-la no processo de formação, que é o professor. Por isso, é essencial que esse profissional não a limite, seja positivo e acredite na humanidade. O processo de escolarização deve levar todos os estudantes a ascenderem ao estágio de desenvolvimento mais elevado. A pessoa que passa pela minha sala de aula não pode sair do mesmo modo como entrou. Se ela sair, significará que a minha intervenção não foi boa”, explicou a pedagoga.
Segundo ela, o bom professor cria potencialidades no alunado. “Até nas situações mais difíceis a intencionalidade da educação deve existir. Dependendo do caso, podemos criar caminhos alternativos, adaptar materiais. Olhar nos olhos do aluno também faz uma grande diferença. Alguma coisa ele vai conseguir captar, se assim eu desejar.” A palestrante encerrou dizendo que a perfeição não é um talento inato. “Vem de um treino incansável. Eu vou aprender a ser uma excelente alfabetizadora: tentando, por vezes errando, buscando fazer diferente, trabalhando arduamente na alfabetização, pautada sempre em planejamentos e objetivos bem definidos”, concluiu Sonia.
No dia 14, foi vez dos acadêmicos do primeiro período de Pedagogia subirem ao palco. Aproveitando o período festivo, eles encenaram um casamento caipira, seguido de um animado baile na roça. Após a apresentação, o mímico Everton, de Medianeira, fez todo mundo rir e refletir, meio a brincadeiras, histórias – lições de vida – e, claro, muitos gestos, expressões e movimentos perfeitamente executados. Também na terça-feira, Márcia Aparecida Marussi Silva, da SEED-PR (Secretaria de Estado da Educação do Paraná), abordou o tema: “Mediação educacional e a deficiência intelectual”. 
No dia 15, cheirinho de pipoca no ar. Depois da apresentação de balé da Associação Florart Vida, foi exibido o filme “O milagre de Anne Sullivan”, uma professora que têm em mãos o desafio de fazer uma garota surda e cega compreender o mundo que a cerca e a se desenvolver. Tendo como mediadora a vice-coordenadora do Colegiado de Pedagogia da Fafijan, Josefa Fátima de Sena Freitas, ao término da exibição, foi realizado um debate sobre educação especial, ação docente e avaliação psicoeducacional, em cima das atitudes tomadas por Anne.
Na quinta-feira, 16, houve exposição de painéis e comunicações orais dos trabalhos científicos elaborados pelos participantes do evento. E no dia 17, encerramento da Semana, houve a apresentação da turma do quinto período de Pedagogia, que contou um pouquinho a história da década de 1960 – música, estilo e comportamento – e conferência com Maria Angela Sierra, da SEED-PR, que falou sobre a “Ação educacional e a deficiência visual e a surdocegueira”.