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Hermínio: “A Fafijan é bastante atenciosa comigo. Sempre vem alguém me perguntar se estou bem, se preciso de ajuda, se algo tem de ser modificado; sempre tem alguém que corre para abrir uma porta. Não tenho o que reclamar”

Hermínio: “A Fafijan é bastante atenciosa comigo. Sempre vem alguém me perguntar se estou bem, se preciso de ajuda, se algo tem de ser modificado; sempre tem alguém que corre para abrir uma porta. Não tenho o que reclamar”

Publicado em 09 | 07 | 2011 às 21:17

Fafijan investe em obras de acessibilidade

Substituição de degraus por rampas e instalação de corrimãos foram algumas das ações realizadas pela direção no primeiro semestre de 2011

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

A Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul) sendo uma fundação sem fins lucrativos e que pertence à comunidade, sempre trabalhou em prol da inclusão. De um lado, por meio de ações voltadas à melhoria no ensino e ao esforço em oferecer anuidades menores que as praticadas no mercado; do outro, fazendo adaptações estruturais e pedagógicas essenciais para assistir à diversidade.
A diretora da Fafijan, professora Maria Gertrudes Gonçalves de Sousa Guimarães, lembra que já passaram pela Instituição alunos com cegueira e surdez totais e parciais “que foram recebidos sem nenhum tipo de restrição e atendidos de acordo com as suas características, com produção de material próprio, acompanhamento de intérprete ou organização didática diferenciada, sem qualquer ônus para os mesmos”. É o que a professora especializada em Educação Especial, Josefa Fátima de Sena Freitas, define como redes de apoio à inclusão educacional.
Nesse sentido, acessibilidade é também uma preocupação freqüente, já que é preciso criar recursos físicos que possibilitem que a pessoa com deficiência possa circular livremente nesse ambiente. “Em outras palavras, oportunizar o direito de ir e vir, que é constitucional”, afirma Josefa. Ela comenta que, antes, falava-se em integração, o deficiente tinha de se adaptar ao meio social. “Inclusão é o processo inverso. O meio social tem de estar adaptado, organizado e preparado para receber o deficiente.”
Maria Gertrudes destaca que no final de 2010 foi construída a rampa de acesso entre os blocos 2 e 3; e que no primeiro semestre deste ano, houve a substituição de degraus por rampas na entrada de todas as salas de aula e de atendimento da Fafijan. “Leis federais tornam obrigatória adequação de todas as edificações públicas e de uso coletivo, nos edifícios de serviço e comércio, bem como em todas as vias e transportes públicos. Ainda há muito que fazer para que a sociedade brasileira atenda de forma ideal a essa necessidade, e a Fafijan vem buscando cada vez mais, não apenas cumprir com as regulamentações, mas receber com carinho e respeito todos que a procuram”, afirma a diretora.

Direito
Hermínio Rogério Garcia, 37, formado há um ano em Geografia na Fafijan voltou em 2011 à Instituição para fazer pós-graduação em Meio Ambiente, Sustentabilidade e Organização do Espaço Geográfico. Atitude que demonstra superação e determinação de alguém que, durante esse um ano, passou por uma situação traumática. Um acidente de carro em 24 de dezembro de 2009 – 13 dias após a formatura – provocou uma lesão medular que, por enquanto, impossibilita-o de andar. Hermínio relata sua luta pela recuperação física e psicológica e as dificuldades de ser cadeirante em uma sociedade que parece fechar os olhos para os problemas alheios.
“A primeira vez que vim para Jandaia do Sul [ele mora no distrito São José] sofri até encontrar um banheiro em que conseguisse entrar com a cadeira de rodas. Sem contar que há muitos lugares que deixei de freqüentar, porque simplesmente não tem como. Os comerciantes vêem a minha dificuldade e não fazem nada, nenhuma rampa sequer. Já reclamei algumas vezes”, diz ele. Sobre as mudanças ocorridas na estrutura física da Fafijan, o aluno parabeniza. “Ficou ótimo. Quem dera todo mundo tivesse a mesma preocupação e zelo.”
Encerrando a especialização, Hermínio conta que pretende tentar vaga no mestrado e confessa que o seu sonho maior é de um dia lecionar. “Quando ainda cursava Geografia, fiz um trabalho do PIIC [Programa Institucional de Iniciação Científica] sobre a vinhaça da cana-de-açúcar. É uma pesquisa que pretendo dar continuidade.”
Para Maria Gertrudes, nas diferenças é que surgem as oportunidades de evolução. “Todos aprendem quando a convivência na diversidade se dá de forma respeitosa.” Hermínio, nesse caso, confirma: “A Fafijan é bastante atenciosa comigo. Sempre vem alguém me perguntar se estou bem, se preciso de ajuda, se algo tem de ser modificado; sempre tem alguém que corre para abrir uma porta. Não tenho o que reclamar”, elogia o estudante.

Redes de apoio
Além da infra-estrutura adequada, da contratação de profissionais especializados, da aquisição de materiais e equipamentos específicos , a Fafijan conta ainda com o CAE (Centro de Assessoramento ao Estudante), que visa a apoiar os acadêmicos em quaisquer dificuldades que possam atrapalhar nos estudos ou no seu desenvolvimento. É coordenado pela psicóloga Karine Amaral Magalhães.
Tem também o projeto “Inclusão frente à diversidade biológica, social e cultural no contexto educacional”, que tem como um dos objetivos o acompanhamento das pessoas com deficiência. “De responder às suas necessidades diretas e de fornecer aos professores e funcionários orientações importantes para que possam ser solícitos de maneira apropriada”, explica Maria Gertrudes. Esse projeto é coordenado pela pedagoga Devanir de Lourdes Martins Papa Jerônimo.