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Da esquerda para direita: Alexandre Luz, Felipe Pichelli (que foi artilheiro do Campeonato Paranaense de Futsal Sub-13 em 2011) e Junião

Da esquerda para direita: Alexandre Luz, Felipe Pichelli (que foi artilheiro do Campeonato Paranaense de Futsal Sub-13 em 2011) e Junião

Publicado em 28 | 10 | 2011 às 15:34

Felipe da Silva Pichelli, do projeto Garotos de Ouro, é aprovado em teste no Coritiba

Atleta da Fafijan deve se apresentar ao clube paranaense em dezembro deste ano

Texto por: imprensa@fafijan.br | Fotos por: Assessoria de Imprensa Fafijan

A amizade entre o empresário de futebol e ex-jogador Alexandre Teixeira Luz com o coordenador do projeto Garotos de Ouro da Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul), Ancerige Soncine – mais conhecido como Junião, tem gerado excelentes perspectivas aos atletas que treinam na Instituição. De um lado, alguém que já vestiu as camisas de times como Atlético Paranaense, Coritiba, Mogi Mirim, Vitória, Joinville, Al-Shamar – do Catar e, com isso, tornou-se conhecido e estabeleceu importantes contatos no mundo do futebol; e do outro, um treinador extremamente competente, famoso por descobrir e lapidar talentos. “Pela minha mão, já passaram diversos garotos que deram certo no esporte. Acho que não há satisfação maior para um treinador que ver um atleta seu se destacando”, garante Junião.
Em menos de seis meses – tempo em que Alexandre e Junião se conhecem pessoalmente (“porque de ‘ouvir falar’ já nos conhecíamos há bastante tempo”, afirmam ambos) – dois atletas do projeto Garotos de Ouro foram levados pelo empresário para fazer testes no Coritiba (famoso Coxa Branca, clube paranaense fundado em 1909). Um deles acabou se machucando no período de avaliação. E o outro, Felipe da Silva Pichelli, 13 anos, de Novo Itacolomi (município distante a 22 km de Jandaia do Sul), acabou conquistando a tão desejada aprovação.
Alexandre explica que o fato de ter atuado no Coritiba e de ter mantido por lá algumas amizades, possibilita-o hoje indicar ao clube garotos que, na opinião dele, têm futuro nos campos: “assim, eles não precisam passar pelas famosas peneiradas, normalmente utilizadas para descobrir novos talentos”. No caso de Pichelli, foi agendada para agosto deste ano uma semana de treinamento com o elenco do time – categoria sub-13. “Nos dias em que esteve na capital, ele foi devidamente observado pelo treinador, que ao final fez uma análise positiva do seu desempenho”, comenta Alexandre.
Junião ressalta que antes mesmo de ter sido aprovado no Coritiba, Pichelli já tinha vaga garantida no Esporte Clube Laranja Mecânica, de Arapongas; no PSTC, de Londrina; e no CAP (Clube Atlético Paranaense). “Sem contar que em 2011 ele foi artilheiro do Campeonato Paranaense de Futsal Sub-13, jogando emprestado para o Sport Club Makanaki/Flamengo F.C. de Foz do Iguaçu”, salienta o coordenador.
“Pichelli é um menino novo, habilidoso, veloz e bastante forte para a idade dele. Tem ótimo caráter e uma família de ouro, ou seja, tudo para ser um excelente meia-atacante”, descreve o agente. O ex-jogador diz ainda que no “Coxa” o menino continuará estudando, como exigência do clube, e terá toda uma rede de apoio, composta por fisioterapeuta, médico, psicólogo, pedagogo, dentista, à disposição.
Também no Coritiba, Pichelli, que treinou durante a vida toda futebol de salão, terá de se adaptar ao campo. “É um pouco diferente, mas acredito que a transição deverá ocorrer de forma natural. É mais fácil o cara sair do futsal e ir para o campo, que fazer o contrário”, garante Alexandre.
Assim como diversos garotos de sua idade, Pichelli quer, sim, fazer do futebol uma profissão e, para isso, espelha-se no craque Neymar, que hoje atua no Santos. Não que ele seja santista – que fique bem claro. Palmeirense convicto, o “Menino de Novo Itacolomi” não vê a hora de iniciar os treinos em Curitiba e, quem sabe, trilhar um caminho parecido, ou de mais sucesso ainda, que do “Menino da Vila”.
Alexandre, que nasceu em Ivaiporã e foi criado em Jaguapitã, despediu-se dos campos no ano passado, aos 33 anos, jogando para o CRB de Alagoas. Ele faz um alerta quanto às pessoas mal intencionadas que atuam nos bastidores do futebol. “Fiquem espertos quanto a quem promete demais. Antes de entregar o seu filho aos cuidados de um empresário, pesquise sobre o passado dele, conheça o que já fez profissionalmente e a reputação que possui.” Para os meninos do projeto, o conselho é para que perseverem, tendo consciência, porém, de que futebol como profissão não é para todos. “A concorrência é enorme. Por isso, tenham sempre um sonho paralelo e jamais abandonem os estudos.”
Sobre o “Garotos de Ouro”, Alexandre diz que conheceu o projeto há cinco meses. “Sou suspeito em dar a minha opinião sobre trabalhos como esse, pois sou apaixonado pelo esporte. Quando estive aqui pela primeira vez, chamou a minha atenção a estrutura, a organização e o quanto esses meninos são bem treinados. Tenho certeza de que o Junião, em parceria com a Fafijan, está realizando um ótimo serviço para a comunidade de Jandaia do Sul e região”, conclui ele.

Projeto Garotos de Ouro
O projeto Garotos de Ouro, de extensão social da Fafijan (Faculdade de Jandaia do Sul) nasceu em 2005, da idéia de Junião em aproveitar o Ginásio de Esportes da Instituição para oferecer às crianças e adolescentes da comunidade, treino de futebol de salão. “O intuito sempre foi trazer o esporte ao dia-a-dia deles, para que o tempo ocioso [em que passam fora do ambiente escolar] fosse preenchido com algo realmente válido”, explica o treinador.
Hoje, o programa atende aproximadamente 90 meninos e meninas, de 6 a 15 anos de idade. Os treinos ocorrem nos períodos da manhã e da tarde no Ginásio de Esportes da Fafijan. Para mais informações, o telefone para contato é o (43) 3432-4646 / 3432-4141.